agosto 22, 2020 13 translation missing: pt-BR.blogs.article.read_time 0 Comentários

Creke Aires – Foto: Thalles Gomes

Pra encerrar a semana da fotografia com chave de diamante, batemos um papo com Creke Aires sobre trajetória, quarentena, vida e outras coisas mais. Conheça um pouco da história do carismático bichão que saindo de Brasília pra São Paulo, viveu do skateboard dando aula em pista e filmando, trabalhou com futebol, se tornou um grande filmmaker, fotógrafo e sábio, e que  hoje vive em Nova York e representa a Diamond Supply Co. Brasil..

 

Hoje você é referência como filmmaker e seu trabalho audiovisual começou a ficar conhecido através do skateboard. O que surgiu antes em sua vida: o skate ou a filmadora? Nos conte um pouco sobre esse período em sua vida.

Essa primeira é longa, hein bichão! (Risos)

O que surgiu na minha vida primeiro foi o skate. Comecei a andar entre os 12 e 13 anos de idade, depois me mudei de Brasília pra São Paulo com 20 anos de idade em busca do sonho de virar skatista profissional.

Ali conheci muitas pessoas e uma dessas, o Otavio Neto, que é um dos meus melhores amigos. Nesse longo tempo fui andando e trabalhando numa pista de skate no Shopping Aricanduva (antiga Plasma), o Otavio me indicou pro gerente e comecei a trabalhar lá na faxina, depois como monitor e depois, professor. Nisso rompi todos os ligamentos do meu joelho direito. Aí o Otavio me disse: “Já que não está fazendo nada, não pode andar de skate... Vou te dar um presente.”.

Ele me deu uma câmera Mini DV! Ixe... Na época não tinha nem dslr ou essas câmeras atuais com cartão de memória! Fui filmando ele e me falou: “Mano, só não corta meus pés, porque ali é onde o principal fato acontece, o skate enquadrado.”. Aí fui gostando, passei alguns anos com essa filmadora, depois comprei a clássica Sony VX1000.

O Túlio Oliveira, me ensinou mais sobre a área, foi me envolvendo no skate e me apresentou e emprestou a sua Panasonic PD 170. Depois de um tempo, comprei uma VX2000 de outro amigo, o Wagner Profeta, que também me apresentou a dslr assim que lançou.

Aí foi indo, fui gostando da coisa e foi só alegria! (Risos) Tudo começou com o skate e depois, com o skate, fui fazer minhas filmagens.

Creke Aires filmando Matheus Souza – Foto: Roger Tilskater

 

Pode-se afirmar que o canal Skatelife no YouTube foi o primeiro marco em sua trajetória? Fale um pouco sobre esse projeto. Há possibilidade de um dia voltar?

O Skatelife veio no meio, digamos assim, mas foi uma direção muito grande pro meu reconhecimento na área.

Eu já trabalhava com filmagens de skate pra marcas e sites e já tinha feito imagens pros canais Bandeirantes e ESPN através do envolvimento com o Otavio Neto e amigos dele que me indicaram. Em 2014 surgiu a oportunidade de entrar no canal Skatelife, quando o diretor Carlinhos Zodi fez uma pergunta no Facebook pedindo ao público a indicação de um videomaker para fazer um projeto novo, eu não sabia o que era, mas muita gente colocou meu nome ali, até mesmo o Wagner Profeta. Fui chamado pra trabalhar por votação, pela indicação da galera. Conheci o Zodi naquele momento na produtora sendo entrevistado por ele, o dono Rafael Grostein e o editor-chefe Paulinho Delta e o Pedro Pessoa. Mostrei meus pequenos projetos como o pro Skate Day e eles se amarraram! No outro dia comecei a trabalhar na empresa NWB, que é uma rede de canais digitais, para o Skatelife.

Só agradeço a essas pessoas por reconhecerem o meu trabalho e ao Carlinhos Zodi por abrir as portas e fazer acontecer essa parada, onde conheci e passei a trabalhar pra essa produtora que foi me dando mais oportunidades ao longo do tempo.

Não sei se volta um dia, mas eu gostaria de fazer novamente tudo isso, eu amava trabalhar nesse canal. 

O envolvimento com skate lhe rendeu ótimas conquistas! Como foi pra você ter alcançado espaço, respeito e até ter lançado modelos e linhas de produtos no Brasil não sendo um skatista profissional, mas sendo um profissional do skate?

O grande início desse envolvimento no skate foi eu ter trabalhado com isso lá no começo na pista da Plasma. Conheci todos os skatistas bem novo e isso me deu reconhecimento, eu dava aula de skate na pista, nisso fui tomando proporção de entrar no mercado não sendo profissional, mas sendo amigo da galera. Então ter esse respeito, foi respeitando bastante o meio, as pessoas. Não em questão de marcas, e sim dar respeito pra galera me respeitar como uma pessoa que queria o bem delas.

Sobre ter lançado os produtos (shape, boné, acessórios, rolamento, parafusos de base...) e não sendo skatista profissional, foi mais pelo meio de filmar e fazer com que o meio do skate me reconhecesse e eu ter essa possibilidade de maior alcance. Pra mim foi muito bom e uma conquista muito grande ter produtos com meu nome, isso me gerou o entendimento de que meu nome é legal pro meio e de estar com pessoas que reconheciam meu trabalho. O primeiro cara que me deu a mão pra iniciar no mundo da filmagem, me deu oportunidade pra fazer acontecer na área do skate, de ter meu nome envolvido em produtos, que foi o Otavio Neto, esse cara me colocou no topo do auge do skate pra uma proporção maior e confiança na galera. 

Quais as principais lições que carrega da bagagem de viver o skateboard e aplica em sua vida por onde passa?

Traz toda uma proporção de confiança, de vida, de trajetória, de querer vencer cada vez mais. O skate me ensina a cair e levantar diversas vezes. Então é como a vida, o skate te traz força, garra, determinação pra ter uma longa bagagem. Você cria ferida, depois se torna torna pele viva a querer vencer a cada vez mais, bichão!

É mais ou menos isso o conceito que o skate me traz: caiu, levanta, tenta de novo até acertar e volta! Vai ficando a cada vez mais forte no que você está fazendo, vai aprendendo a cada dia mais, a conviver com pessoas, a conviver com a sua vida e com quem você vive, entendeu?

Então pra mim o skate é uma bagagem muito além do que o mundo imagina.

Creke Aires, Ollie – Foto: Raynan Sanchez

 

Outro marco em sua história foi começar a trabalhar com uma das maiores paixões do brasileiro, o futebol, através do canal Desimpedidos, onde ganhou ainda mais notoriedade e carinho do público pelo seu jeito espontâneo. Como isso aconteceu? Quais foram as principais mudanças que sentiu?

O começo no Desimpedidos foi por conta do Skatelife, bichão. Quando o Skatelife acabou, fiquei um ano desempregado. Em 2016, conhecia um dos sócios donos da produtora NWB, o André Barros, e falei pra ele: “Não tem nada pra mim aí não, bichão?”. Aí ele falou: “Pô, vem aí, cara. Vou te apresentar uma mulher aqui, vai que vocês dão certo e fazem acontecer alguma coisa?!”. Fui lá e ele me apresentou à Jojoca, que era produtora do Desimpedidos na época e tinha o seu próprio canal, o Bora Jojoca, sobre cultura, viagens e de tudo um pouco. Nos conhecemos e ela me passou uns vídeos pra eu editar pro canal dela, no começo me deu 2 terabytes de material pra eu editar. Falei: “Caramba! Vai demorar um mês pra eu editar essa série...”

E foi dito e feito, levei um mês e pouquinho. Lá conheci o Paulinho Delta, o Fred (apresentador do Desimpedidos) e Olavo (câmera do Desimpedidos na época), um dia eles estavam precisando que alguém apertasse o rec lá dentro do estúdio porque os bichos (inclusive Olavo, o câmera) estavam participando de um quadro do programa chamado “Fred + 10”. E fui lá. Aí eu quietão e o Fred falou: “E aí, tá pronto? Tudo certo? Você não fala nada não? Pode começar?” Aí eu: “Massa! Só alegria, bichão.” Aí ele: “Massa!”. Tudo começou com “Massa!” E foi aí que a conexão entre eu e o bicho foi indo, foi indo “Massa!” e depois “Bichão!” e depois a “Picanha!” nossa, bicho véio, o negócio foi sinistro!

Ali conheci o Bolívia que me ensinou coisas de audiovisual dentro da tv, o Mil Grau, depois entrou o Chico... conheci todos os integrantes do canal e pessoas da empresa que me deram moral! O mundo ficou pequeno quando eles me acolheram nesse meio e o público do programa me recebeu absurdamente bem, sempre me colocando pra cima... Agradeço muito a todos, a equipe e aqueles que acompanham!

Através do futebol, conheci lugares do mundo que todos skatistas sonham em conhecer e vivi aquilo como se estivesse andando de skate, fiz pelo skate. E apesar de futebol não ser o meu esporte, a vivência era muito igual porque a galera da equipe era muito família, me senti muito a vontade mesmo sendo um esporte diferente.

Nem eu sei contar direito a alegria! Mas um resuminho disso tudo, foi pelo skate que as portas me foram abertas na empresa, foi pelo skate lá atrás quando o Zodi me deu quela chance. A empresa do Skatelife é a mesma do Desimpedidos, que vejo como um carro chefe; do Acelerados que é de automobilismo, exibido na tv pelo SBT e no YouTube, e do Fatality, de games. Nisso, trabalhei pra todos eles.

Na NWB existe a Spray Filmes que faz a parte de televisão, cinema e essas coisas... Eles são um negócio cabuloso que é pro YouTube e televisão, os caras são foda. Então entrei nesse mercado todo aí, bichão! 

De uns anos pra cá, a fotografia tem sido muito presente em sua vida. Como surgiu o interesse por foto depois de anos focado em filmagens? Quais são suas principais referências e inspirações pra clicar?

A fotografia entrou na minha vida justamente pelo motivo que eu queria entender um pouco mais de quadro, um pouco mais de fotografia dentro do vídeo. Então eu decidi fazer bastante foto pra eu pegar enquadramento nas minhas filmagens porque na primeira câmera que tive, fui ter uma outra lente depois de três anos, fiquei com uma lente 50mm em minha câmera dslr durante todo esse tempo, nunca tirei ela. Sou vidrado por lentes fixas, então me trouxe muito querer em saber mais de foto pra poder me ajudar dentro do vídeo.

Depois de três anos só com a 50mm na câmera, o Thomas Teixeira “Toddy”, que é um dos caras que eu mais andava e temos a crew “Os Chavoso”, dos bichos da zona leste (nós, o Magno, o Will, o Lucas e o Chileno Sem Dente), me apresentou e empresou uma lente grande angular, a fisheye. Fiquei tão emocionado com outra lente e outra perspectiva na câmera, que quando fui devolver a lente pra ele, achei que ele tinha pego e a lente caiu no chão e saiu rolando. Esse dia foi louco! (Risos)

Aí coloco o estático primeiro pra depois fazer as fotos andarem, terem movimento. Então faço todo um storyboard primeiro, posto bastante foto e depois faço um vídeo. É meio que uma coisa da minha cabeça, uma loucura! Mas é mais ou menos assim, bichão!

Nova York – Foto: Creke Aires

 

Através das fotos, se expressa de um modo bastante peculiar, a série “Dois Mundos” é um bom exemplo disso. Fale um pouco essas fotografias espelhadas. Já aconteceu ou pretende lançar algum projeto com “Dois Mundos” (exposição, fotolivro, estampas)?

A parada do Dois Mundos tudo surgiu mais ou menos quando assisti um filme em 2012. Foi dali onde abriu minha mente pra essas coisas, vi que o filme é totalmente de acordo com a minha vida: “Entre Dois Mundos”. Falei: “Caramba, tudo que eu vejo é uma coisa, e dentro de mim é totalmente outra.”.

Cartaz do filme “Um Amor Entre Dois Mundos” / “Upside Down” - 2012

Então quando tudo o que eu coloco totalmente ao contrário, de ponta cabeça, é que meu mundo tá perfeito, bichão, meu momento tá muito bom.

Nova York - Foto: Creke Aires

Quando tá como um espelho, como quando você se olha no espelho, tá parede com parede... Tá mais ou menos.

Nova York – Foto: Creke Aires

Quanto tudo tá normal, a água tá em baixo e o mundo normal tá em cima, é que nada tá andando legal.

Nova York – Foto: Creke Aires

Creke Aires – Foto: Thalles Gomes

Creke Aires – Foto: Thalles Gomes

 

Então é uma ligação dessa que tem todo o conceito dessas fotos. E as imagens são mais pra mim, ninguém sabe muito dessas paradas que a foto virada é um significado, de lado é outro, e a foto normal é assim... É loucura, bichão!

E um dia eu pretendo fazer uma camiseta, fazer um livro, umas impressões... Quero um dia ir mais além. Tenho que me puxar mais pra fazer algumas coisas dessas, pretendo sim fazer umas coisinhas legais!

 

Qual a sua foto autoral favorita? Conte a importância dela.

Uma que fiz de meus pais.

Eu chegava todos os dias em casa com os pés cheios de poeira, bichão, todos os dias. (Risos) E meu apelido era Pé de Toddy. Três horas andando até a escola, nossa como era longe... Meu Deus! Era só alegria sempre naqueles caminhos longos que nunca acabavam e mesmo estando ruim, estava ótimo. Chegava da escola só a capa da gaita. Eu e meu irmão só íamos pra escola pra comer e sair fora.

Estes dois sempre falaram pra mim e pro meu irmão: “Sejam vocês quem forem, sejam as melhores pessoas. Sejam a diferença e não iguais. Por mais que vocês dois não tenham nem o que vestir, sejam simples e pacientes, porque tudo será mais fácil quando chegar a vitória!”.

Sinistro, mas uma realidade verdadeira. Todos os dias falo com meus pais e eles falam: “Givaldo, agradeça as pessoas que estão te ajudando, pois estamos aqui na luta orando por você e por quem está com você.”.

Obrigado pai e mãe, sem vocês nesse universo, eu teria desistido.

Bichão, se você tem um foco, vai, mas vai de uma forma que nada será capaz de te destruir, nada!

Obrigado, meus véio! Vocês não sabem o quanto me dão força! 

Saiu dos Desimpedidos e como diz sua descrição no Twitter, é “um bichão solto pelo mundo”! Sempre com mudanças na vida, hoje está morando nos EUA e está esperando a vinda de Luz, seu filho.

Vida nova? Como se sente nesse novo ciclo e quais serão seus próximos passos e objetivos?

Hahaha! Saí do Desimpedidos, bichão! Agora eu tô livre pra próxima! (Risos)

Mas gostei demais de trabalhar e aprendi muito ali, adoro eles. Eu não recusaria a a oportunidade de trabalhar de novo com futebol! (Risos)

E a questão do Twitter, eu não tenho. Mas quem administra essa conta é bom, muita gente fala dele e nem sei quem é que fez no meu nome. (Risos)

Sou viciado em Instagram. Mas hoje não estou usando, fazem umas duas semanas e vou até a outra, pra fazer com que eu limpe minha mente pra eu absorver coisas novas que eu não faço. Estou tentando limpar minha mente de coisas que estão me ocupando demais, sabe?

Hoje em dia eu moro aqui nos Estados Unidos, faz um ano e pouquinho, moro em Nova York. A visão é muito legal aqui, o universo me deu proporção pra eu poder me comunicar de um jeito muito fácil com a vida. Beleza, não tá sendo nada fácil, mas no meu mundo tudo é fácil.Tá vindo meu filho, que a Luz venha e tô esperando por esse grande momento!

E meus próximos passos e objetivos... Eu não sei o dia de amanhã, porque eu sempre quis decifrar o dia de amanhã. Mas não sou ninguém pra dizer o que que é e o que não é... Tipo, só vivo hoje em dia pela força maior, sabe? Nem eu sei a proporção de onde cheguei e de onde estou agora... Eu só deixo me levar!

Nova York – Foto: Creke Aires

Sua área de atuação é a rua! Como sentiu no início e como tem sido recentemente pra você o impacto da pandemia ao longo dos meses, principalmente estando em um lugar ainda pouco conhecido por você?

Nossa, bichão! Essa pergunta é bem forte pra mim. Sou uma pessoa bem ativa, se eu não saio pra rua parece que vou ter um troço, eu sou um bicho solto mesmo.

E cara, foi o que falei ali atrás, eu não sei o dia de amanhã, esses dias que fiquei em casa, fiquei quatro meses direto, cinco meses sem pegar um metrô, sem entrar em um transporte público, sem ir pra rua, sem fazer nada.

E fiz muita coisa que poderia não ter feito dentro de casa, então dou muito valor a isso, essa pandemia me fez nascer de novo, me fez saber quem eu sou de verdade. Agradeço ao universo porque foi uma força de ter nascido de novo, ele deu uma chance pra nós todos nos reconhecermos, nos conectarmos, nos mantermos com nós mesmos, porque lá fora é um liquidificador, assim que você cai nele, se você sair vivo no final do dia, você é o verdadeiro escolhido. Mas se você não souber administrar sua mente com o mundo de hoje, você vai ser moído, bichão!

Porque hoje em dia, pelo que eu acho da pandemia, ela deu a chance pra você sair da barriga da mãe de novo, é tipo The Flash, nasceu de novo... Enjoy! (Risos)

Pra mim é mais ou menos isso. E eu testei um pouco do meu psicológico dentro de casa pra poder ver que faz muito bem estar dentro de casa. 

Depois de tantas coisas acontecerem, mudança de área de atuação, mudança de país e de vida, ainda consegue se divertir e andar de skate?

O skate me traz força só de eu lembrar dele, eu não preciso nem andar nesse bicho véio. Eu tenho uma conexão com o skate que é uma parada de paz, sabe? Na hora que penso ou vejo alguma coisa de skate eu vejo que pra mim o mundo seria melhor se todos andassem de skate.

Durante um ano e quatro meses que estou aqui, o que eu coloquei o pé no skate dá pra contar nos dedos, umas dez vezes, eu ganhei um e agora estou andando, eu não dei manobra, fiz um flip, mas não é skate pra dar manobra, mas só de remar nele, já esqueço de todas as coisas! (Risos) 

Entrou pra família Diamond Supply Co. Brasil. Como é pra você fazer parte disso?

Entrei na família Diamond pela grande insistência que queria estar junto com os caras, pelo motivo que eu admiro tanto o Nicky Diamonds (criador e ceo da Diamond) quanto o Shafik (global manager da Diamond), eles são uma referência dentro do skate e o Shafik é uma referência de fotógrafo, o cara tem uma visão cabreira e traz pra mim uma colocação de vida muito legal, sempre vejo ele fazendo as coisas. Eu não conheço os caras, mas falar em Diamond é falar neles, são coisas vivas.

Então pra mim é muito gratificante, ainda mais entrar na parada nacional, eu aqui nos EUA e entrar no negócio no Brasil, é gratificante demais mostrar que sou brasileiro. Todo respeito, só agradeço!

E outro fotógrafo que eu gosto pra caramba é o William, Willkhalifaman, é uma das referências que tenho pra fotografia, o moleque é da hora, gosto dele.

É isso, só tenho a agradecer toda a family!

 

Creke Aires – Foto: Thalles Gomes

 

É um exemplo pra nós de como temos a capacidade de mudar nossa realidade e conquistar nossos objetivos. Deixe um recado pra quem está lendo esta entrevista e tem vontade de realizar seus sonhos.

O primeiro ponto que vai abrir a sua mente pra você absorver e ser grato a todo esse universo e todo esse mundo, é quando você abrir o olho pela manhã e saber que você foi escolhido. Então aproveite a oportunidade e siga em frente com seus pensamentos, não pergunte pra ninguém o que você deve fazer. Teste, prove você mesmo, porque você vai ser capaz de abrir o seu mundo pra você mesmo não tenha medo de nada, porque se você está aqui é porque você conseguiu e pode fazer muitas coisas. Aproveita a sua vida porque é um diamante.

 


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